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Tsunami Moover T10

TSUNAMI MOOVER T10

Ultraportátil low cost

É o primeiro miniportátil português baseado no Intel Atom e concorre directamente com o Asus Eee PC.

 

 




 
 
 
 
 
 
 
 
 Ultraportátil low cost
É o primeiro miniportátil português
baseado no Intel Atom e concorre
directamente com o Asus Eee PC
 

 

O mercado dos miniportáteis de baixo custo era quase inexistente até à chegada do Asus Eee PC. Já haviam alguns produtos próximos do conceito da Asus, baseados normalmente na plataforma AMD Geode, mas foi o êxito do Eee PC que veio criar um novo mercado de pequenos portáteis muito económicos. O sucesso do Eee PC foi tal que a procura superou em muito a oferta, o que atrasou o lançamento do pequeno portátil em vários países, incluído Portugal. Apesar de termos testado o Asus Eee PC 701 na Exame Informática, n.º 151, altura em que o lançamento para Portugal estava agendado para Janeiro deste ano, só agora o Eee PC está disponível no nosso país.

MICROSOFT ENTRA EM JOGO
O conceito inicial do Eee PC já sofreu algumas adaptações, nomeadamente no que o sistema operativo diz respeito. O Eee PC original utilizava e utiliza um sistema operativo desenvolvido pela própria Asus (Linux). Um sistema “leve”, que exige poucos recursos de hardware, mas apresenta todas as ferramentas necessárias para tarefas de produtividade, navegação web, comunicações através da Internet e, muito importante, oferece muitas aplicações educativas. Uma máquina diferente, que facilmente pode ser utilizada por alguém que nunca utilizou um PC, quer tenha 8 ou 80 anos de idade.

ORIGEM CONHECIDA
Entretanto, surgiu uma versão com Windows XP, criada para utilizadores que procuram um ultraportátil económico que ofereça compatibilidade total com o ambiente da Microsoft. Aliás, esta empresa já se apercebeu do potencial do mercado dos PC low cost e está a trabalhar em versões mais “leves” do Windows.


E é este último conceito que foi adoptado pela Tsunami no pequeno Moover T10. Apesar de ostentar a marca portuguesa, as origens são evidentes: trata-se de um MSI Wind adoptado e adaptado pela Tsunami. Aliás, a MSI foi um dos primeiros fabricantes a reagir ao Eee PC. Como o Wind, este Tsunami é baseado na recentíssima plataforma da Intel desenvolvida para pequenos dispositivos portáteis, que tem como elemento nuclear o processador Atom. Tecnicamente, este CPU utiliza uma arquitectura muito próxima do antigo Pentium M, mas é produzido com o mais sofisticado processo de fabrico da Intel (45 nanómetros). Isto resulta num chip extremamente pequeno, o que significa que tem um baixo custo de produção e um reduzido consumo energético. Não é, contudo, um CPU concebido para os portáteis comuns, mas, sim, para dispositivos mais simples. Como tal, não é justo comparar o Atom com os processadores tradicionais para portáteis, como os Core 2, os Turion ou mesmo os Celeron e os Sempron para portáteis.

O consumo energético do Atom é difícil de medir, até porque não há no nosso mercado muitos produtos com os quais possa ser comparado, apesar dos recentes anúncios de concorrentes da Intel, onde se destacam o Nvidia Tegra e o Via Nano.

 

 

MENOR CONSUMO

Por enquanto, só podemos comparar o Moover T10 com o Asus Eee PC 701, equipado com um Centrino M a 900 MHz. Medimos, curiosamente, níveis de autonomia muito semelhantes em ambas as máquinas. Cerca de três horas sem rede wireless e cerca de duas horas e meia com rede wireless. Mas, se analisarmos as características técnicas das duas máquinas, facilmente concluímos que o Atom, que equipa o Moover T10, deverá consumir bem menos energia do que o Celerom M do Eee PC 701. Isto porque a máquina da Asus tem um ecrã mais pequeno, utiliza uma unidade de armazenamento flash ao invés de um disco rígido e até tem uma bateria de maior capacidade (5200 mAh contra 4400 mAh da bateria do Moover T10). Ou seja, exceptuando o CPU, o Asus Eee PC 701 tem componentes menos gastadores, ao mesmo tempo que vem equipado com uma bateria de maior capacidade. Ou seja, o Atom NV270 a 1,6 GHz só pode consumir bem menos energia do que o Celeron M a 900 MHz, um chip que já era conhecido pelo seu reduzido consumo.

 Aliás, nunca antes medimos um consumo energético tão baixo num portátil. Mesmo com o modo Turbo activado, que faz a frequência do Atom subir para 1,9 GHz, a reproduzir vídeo DVD com o brilho do ecrã no máximo, a potência requisitada pelo Moover T10 raramente ultrapassou 17 watts. E esta medição foi feita à entrada do carregador, que, obviamente, tem perdas. Se admitirmos que este dispositivo tem um rendimento de 80%, significa que todo o portátil precisará entre 8,8 e 14 watts para funcionar. Impressionante!

DÁ PARA TRABALHAR?
O desempenho em ambiente Windows XP deste pequeno portátil surpreendeu--nos pela positiva. Medimos 35 segundos para carregar o Windows XP, o que não é mau. As aplicações de produtividade, como o Microsoft Office, respondem de forma perfeitamente satisfatória, já que dependem mais da memória e do disco rígido do que do CPU. Mesmo quando executámos várias aplicações em simultâneo (navegar na Net, realizar uma videoconferência, ouvir música e escrever este texto), tudo correu suavemente e sem bloqueios. Verificámos ainda que o desempenho é suficiente para reproduzir de forma fluida vídeo de qualidade DVD, embora não se possa dizer o mesmo de vídeo HD.

Claro que este não é um portátil para correr o Photoshop ou, muito menos, o 3D Studio. O mesmo se pode dizer relativamente aos jogos, embora consiga cerca de 600 pontos no 3D Mark 2003, o que já dá para jogar o Second Life com algumas pausas.

ERGONOMIA Q.B.
O teclado e o ecrã compactos limitam, obviamente, a ergonomia. Mas o Moover T10 é claramente superior ao Eee PC 701 neste aspecto e até consegue bater alguns ultraportáteis com preços muito superiores.

O teclado é confortável e garante uma elevada precisão. O touchpad é ergonómico q.b., embora uma área um pouco maior fosse bem-vinda. A resolução de 1024x600 pixéis é apropriada para o tamanho do ecrã, apresentado um bom equilíbrio entre definição e legibilidade. Uma resolução superior dificultaria a visualização e uma resolução menor traria dificuldades evidentes para a interface do Windows XP.

O Moover T10 é um computador funcional que encaixa que nem uma luva nas necessidades de muitos utilizadores. É ideal para complementar um PC mais poderoso, apresentando-se como um óptimo companheiro de viagens. Os 80 GB de espaço de armazenamento permitem, por exemplo, transportar facilmente os nossos documentos de trabalho, importar as fotos da câmara durante as férias (inclui leitor de cartões para os formatos mais populares) e até transportar uns vídeos para “matar” o tempo. A plataforma de Intel garante compatibilidade total com as redes com e sem fios e com dispositivos USB.
Só não gostámos da autonomia relativamente reduzida. Mas sabemos que a MSI comercializa uma bateria com o dobro da capacidade, que deverá aumentar a autonomia para entre quatro a seis horas dependendo da utilização.

 

Fonte: Exame Informatica